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Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

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Ainda o tema da adopção... e a respeito de uma mensagem que recebi que me fez ficar a pensar (enquanto devoro umas bolinhas de chocolate com avelãs :)...) no respeito que temos que ter pelas opiniões de todos os outros...

Eu respeito as opiniões de todos. Acho que se alguém quer adoptar 1 criança e essa criança tem que ser 1 bebé recém-nascido tudo bem. Acho que se alguém não quer adoptar 1 criança de cor tudo bem. Acho que as pessoas indicam as características/requisitos (expressão horrorosa e que não devia utilizar...) que querem e pronto.

Agora o que também acho é que temos que chamar as coisas pelos nomes... E se alguém não adopta 1 criança de cor... isso é discriminação, certo? Racismo, certo?... As pessoas coloquem os requisitos que quiserem mas vivam com eles. Tenham noção de que o discurso que têm de que não estão preparados para gerir a diferença, de que a família não vai aceitar, que não sei o quê... pode ser legítimo até porque é a verdade (se bem que há muitas verdades que não são legítimas...), mas não apaga o facto de ter 1 preconceito forte por trás...

Nós colocámos algumas restrições no nosso processo. Não foram fáceis essas restrições...
Não colocámos a da cor. Para nós era 1 disparate colocar essa restrição (não é disparate... é mais como dizem os ingleses: nonsense, sem sentido). A assistente social quando falámos da questão da cor e eu lhe disse que não seria capaz de colocar essa restrição disse-nos: mas vcs não podem tomar as vossas decisões a pensar no que os outros podem dizer, não podem estar preocupados de ser acusados de racismo ou coisa assim... e eu respondi-lhe: eu não estou preocupada com o que os outros vão pensar de mim. Eu preocupo-me sim com o que eu vou pensar de mim... Porque é com a minha decisão que eu vou ter que viver...

E por isso vos digo que não foram fáceis as nossas restrições... Com que direito disse que não a crianças apenas porque já tinham cresido um pouco? Com que direito?...
Faria igual hoje? Talvez não...

Mas vivo com a minha escolha todos os dias... e não arranjo nenhuma desculpa simpática para justificar o que fiz. As coisas têm que ser chamadas pelos nomes... por muito que custe e doe percebermos muitas vezes que não somos assim tão perfeitos...

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