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Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

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Conheço uma pessoa que adoptou há uns 3/4 anos (talvez 5) três crianças. 3 irmãos que na altura teriam entre 2 a 6 anos. Lindos, mas já com uma história de vida muito complicada.

Filhos muito desejados, sobretudo pela mãe. Não conheço os detalhes mas soube directamente por um deles que os primeiros tempos foram muito complicados. Fase de adaptação, testar os pais muitas vezes, algumas dificuldades com a figura materna, etc... Nada de surpreendente ou novo mas que vivido na primeira pessoa é extraordinariamente difícil. O amor cresce com o tempo e tudo o que cresce precisa de terreno fértil. E o terreno precisa muitas vezes de ser preparado antecipadamente.

Entretanto soube que um deles, o pai, mudou de emprego e esse emprego é fora do país (Europa, sítio muito civilizado). Circunstâncias da vida, boa oportunidade profissional, o normal.

Tinha alguma curiosidade em saber se a mãe e crianças teriam ido também. Afinal trata-se de mais uma adaptação para as crianças, mais uma mudança. E as crianças no geral, e estas em particular, precisam de muita estabilidade, muitas rotinas, muita segurança.

Recentemente apercebi-me pelo facebook que ele talvez estivesse sozinho. Muitas festas, viagens, muita gente bonita à volta, nada de crianças ou esposa. A mesma loura (nada contra, até porque desde que pinto o cabelo com regularidade estou quase lá!) sistematicamente a rondar.

Soube esta semana, via conhecido comum, cusquice pura (da boa!), que eles se teriam separado, que ele estava todo contente por lá e que a(s) loura(s) seria(m) mesmo nova conquista(s) e que em breve as crianças se iriam mudar para ficar com ele, sem a mãe.

Não conheço os detalhes da separação, não quero conhecer. Não tenho nada contra. Cada um tem a sua vida, toma as suas decisões, todos têm direito a ser felizes. Também não tenho a filosofia de que a mãe é que deve ficar com as crianças. Têm direito a ter e manter os seus afectos, a ter estabilidade, acesso repartido a ambos os pais (caso existam dois).

Mas custou-me muito, muito saber que estas crianças vão ter outra vez a vida virada do avesso. Que vão perder (outra vez) aquela que seria já uma nova figura materna. Num país no qual não falam a língua. Começar tudo de novo.

É que o que a minha experiência me diz é que as criança precisam muito, mas mesmo muito, de estabilidade. Amor e afectos, é certo, mas muita, muita estabilidade.