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Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

Há dias em que o meu dia é isto. Juggling.

Manter as bolas no ar só para garantir que nenhuma cai.

Acordar. Motivar crias para sair da cama. Levar escola. Chegar emprego. Trânsito. Maquilhar na casa de banho do escritório. Reuniões. Conf calls. Comer (proteínas + salada, yeahhh). Sair a correr. Dar 1 aula. Ficar satisfeita com o resultado, turma, sentir-me bem. Ir ao treino de uma das crias. Esperar. Jogar candy crush. Responder a uns e-mails no telefone. Trânsito. Conversa com a canalha no carro (tão bom ver a interacção de uns com outros). Entregar os 2 amigos aos respectivos pais na bomba. Chegar a casa. Motivar cria para o banho. Gerir trabalhos de casa. Conversa difícil com a outra cria. Tema preguiça. Miúdos cama. Tarde. Pouca conversa rapaz grande da casa. Mimos ao cão. Vegetar no sofá. Sentir-me cansada. Um pouco vazia. O que foi isto? Amanhã igual?

Não, please. 

Ultimamente tenho pensado muito na minha relação com a comida e com o exercício físico.

Hoje em dia é muito importante estar fit, ser saudável, praticar exercício, fazer uma dieta qualquer específica, com mais ou menos restrições...

Sempre gostei de comer. Queijo. 1 copo de vinho. Pão. Um bom prato. 

Parte da minha vida social (da pouquinha que vai havendo...) é feita a pensar num bom restaurante, num bom prato, numa boa conversa com amigos. É disso que gosto. É disso que o rapaz grande cá da casa gosta (e os pequenos vão pelo mesmo caminho).

Para além disso, a comida é um bom escape para quando há mais stress, alguma neura, um dia mais cansativo. Há alguma coisa melhor que um chocolate com avelãs para descomprimir?

Depois, claro vem a culpa. A culpa poderosa.

Sinto que estou num ponto de viragem. Com a Whole 30 senti-me melhor. Não me consigo imaginar paleo ou outra coisa qualquer com um nome qualquer de moda. Preciso de emagrecer (senão um dia destes isto vira um problema de saúde). Preciso de fazer exercício físico. Correr é uma boa opção. É barato e não tem horários. E há 3 anos atrás eu conseguia correr 5km sem morrer. Quer dizer que é possível. Tenho que ter disciplina. Arranjar horários.

Esta é uma nova demanda. Disciplinar-me. Será?

E agora será que vou ali à cozinha num instantinho??...

... E como sobreviver a ela?

Há dias em que só me apetece metê-los fora de casa e dizer-lhes para voltar aos dezoito...

Temos revirar de olhos, dahhhs, subir as escadas a bater os pés, etc... (este não é um daqueles blogs de maternidade cor-de-rosa). Desafios constantes.

Any help, desse lado?

Please! I need it!!

Pois então que...

tenho tido fome... não mortinha de fome, mas fome. 

O que custa mais, verdadeiramente, é não ter muitas alternativas de snacks. Não dá para andar propriamente com pedaços de carne ou ovos para todo o lado pelo que tem havido muitas cenouras (docinhas e boas para trincar), fruta, amendoas ou avelãs para ir mordendo entre refeições.

As refeições não são dificeis mas custa um pouco num fim de semana como este em que não comi uma única vez em casa. 

Fim de semana de torneio de futebol de um dos G's em Castelo de Vide, terra que para além de bonita, tem comidinha da muito, muito boa. Aquelas coisas que não se comem muitas vezes mas que sabem muito bem. Míscaros, cabrito, perna de borrego com castanhas e grelos. Tudo servido com tinto do bom. Mas reisisti. Resisti bastante bem. Até ao pão alentejano do pequeno almoço (ok, dei 1 trinquinha na côdea....).

Como me sinto? Menos inchada. Um pouco. Mas só passaram ainda 5 dias.

 

Começo amanhã! Como já se sabe as dietas começam sempre no dia seguinte... :)

E o que se faz na véspera? Comem-se chocolates de rabo alapado no sofá :)

30 dias, o que pode custar??

Hoje foi dia de cinema cá em casa. Videoclube do Meo. E um filme que tinha vontade de ver já há algum tempo.

E foi bom. Foi muito bom.

A adolescência. O primeiro amor. A vontade de mudar, de fazer algo por nós. E a música. Acima de tudo a música. E a força que tem na nossa vida, sobretudo nessa fase. E a qualidade da banda sonora. Não que seja genial porque há claramente melhor, mas com todas as referências certas.

Lembro-me na universidade de ter tempo para ouvir música. Mesmo tempo. Chegava das aulas e podia sentar-me ou deitar-me simplesmente a ouvir música. Fazia parte das actividades normais. Da mesma forma que lia, comia, ia para aqui ou para ali, estudava, saía à noite, eu ouvia música.

Hoje ouvir música já não é uma actividade. A música tornou-se um acompanhamento. Uma banda sonora. No carro. Na corrida. No trabalho. Muitas vezes a cozinhar. A preparar aulas. No quarto com a leitura. Mas perdeu-se o hábito de simplesmente ouvir música.

Foi a vida e também, provavelmente, a desmaterialização da música. Perdeu-se aquela coisa de comprar 1 cd e ir para casa ouvi-lo. Agora a música arranja-se, sicroniza-se. Ainda não estou totalmente habituada a esta desmaterialização. Por um lado a minha organização digital ainda é baixa (que o digam os milhares de fotos que tenho para organizar) e por outro as coisas novas também têm menos valor. Literalmente. Custam menos. Os cds eram caros e eu não podia comprar tudo o que me apetecia. Só aquilo que eu já sabia que era ou ia ser muito bom. Havia que prioritizar.

Agora também é mais díficil ouvir coisas novas. Os amigos já não ouvem todos a mesma música, logo há menos coisas a circular. Os amigos vão surgindo ao longo da vida por muitas razões, não apenas porque andamos todos com uma t-shirt a dizer "Death to the Pixies". 

Mas continuamos a ouvir as coisas de sempre. De sempre muito boas. Na lista sempre Pixies, The Sound, Radiohead, Portishead, PJ Harvey, Arcade Fire, The National (talvez a melhor descoberta dos últimos anos), etc...

 

 

Os aviões recentemente têm feito mais parte da minha vida. Por razões profissionais.

Gosto de Clint Eastwood, o realizador. Cartas de Iwo Jima, Mystic River, Changeling, Gran Torino, Invictus, Trouble with the curve, etc.... Envelheceu bem. Envelheceu muito bem. Como actor registo o admirável As Pontes de Madison County. A fase Dirty Harry diz-me muito pouco (e o que diz não é bom).

O Tom Hanks é o Tom Hanks. Não estaria na lista dos meus preferidos. Não me passaria pela cabeça dizer que é um mau actor. Muito pelo contrário.

Por isso alguma curiosidade.

Que ficou satisfeita. Filme escorreito, boa gestão do tempo, boa fotografia (sentimos algum do frio do Hudson), focus na personagem, na pessoa, na sua complexidade, longe do sensacionalismo do drama dos segundos em que o avião amara na água.

Gostei. Mas só isso.  

Já ouviram falar nisto?

Um site onde mulheres de forma muito cândida, natural e explícita explicam como obtêm prazer. Li sobre isto numa revista da treta mas fiquei curiosa. Achei muito simples, direto. Objectivo. Sem medos. Muito clean. Nada de pornografia, de segundas intenções. Muito prático e pragmático. Afinal porque não?

Sem complexos, mitos ou tabus.

De louvar a iniciativa. De louvar a abertura. Adere quem quer, é claro. Até porque é caro e não faço ideia se os conteúdos justificam o custo. Para umas sim, certamente. Para outras não, claramente.

Gostei do conceito. As mulheres são tão normalmente práticas em tudo, porque não no sexo também?

Sim, eu sei. Séculos de educação noutro sentido. Submissão, vergonha, etc...

Mas who cares??