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Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

Cá em casa a hora do estudo, dos trabalhos de casa não é normalmente fácil. Há falta de vontade, falta de ânimo e num dos casos há preparação insuficiente de anos anteriores, o que dificulta tudo ainda mais.

Com um as coisas corriam relativamente bem. Alguma facilidade de aprendizagem, boa memória e muito pragmatismo (leia-se abordagem "já que é que para fazer, faça-se num instante") facilitavam tudo. Os resultados eram bons, apenas não excelentes porque faltava aquele "extra mile" de estudo. Não somos pais fundamentalistas, desde que estejam a ficar bem preparados e que tenham alguns hábitos de trabalho tudo tranquilo. Há que ter tempo para tudo, brincar e estudar. O importante é garantir que no dia em que seja mesmo necessário esse "extra mile" os resultados possam aparecer.

Com outro sempre tudo mais díficil. Pouca vontade aliada a muita insegurança faziam da hora do estudo uma dor. Dor para nós e para ele. Resultados sempre dificeis e muito, muito acompanhamento.

Este ano com o primeiro tudo se complicou. Alguma síndrome de pré-adolescência com aquele ar de "eu sei" têm tornado tudo mais complicado. Decidimos confiar nele para a primeira ronda de testes. Não o temos pressionado. Pensamos que os resultados não serão maus mas não serão animadores. Pensamos que pode servir de lição. Pode parecer calculista e frio, mas às vezes por muito que nos custe, eles têm que aprender por eles próprios. Hoje começou essa aprendizagem. Dói. A nós e a ele.

Com o segundo tudo se simplificou. Um clique qualquer e de repente os trabalhos aparecem feitos. Com alguns solavancos. Com muitas inseguranças. Com matéria anterior não bem trabalhada. Mas com boa vontade. Com algum esforço. Temos ajudado. Temos suportado. Muito reforço positivo. Alguma ansiedade com os resultados. Há que estudar mais, trabalhar mais, compensar. Não é fácil. É preciso aprender algumas coisas de novo. Ganhar carapaça para os resultados menos bons que ainda vêm antes dos bons que hão-de vir. Essa carapaça não é fácil. Exige uma aprendizagem para resistir à frustação. Hoje começou essa aprendizagem. Dói. A nós e a ele.

Raios...

Já fiz muitas. Nunca resultou. Gosto de comer. Não como porcarias, quer dizer muito raramente. Não como muitos doces. Gosto de comer. Queijo, pão e vinho. Gin e fruta. Muita fruta. Sushi e risottos. Legumes e carne. Muitas coisas. Muitas outras coisas. Provavelmente devia comer menos. Como cada vez menos carne. Aquela coisa do planeta, metano, efeito de estufa e etc... Mas sobretudo desde que temos o cão Miró. Impossível olhar para ele e pensar em alguém a fazer mal a um animal. Agora como sobretudo carnes brancas.

Mas agora nova dieta. O peso a mais não me fazia sentir eu. Muita roupa que não me serve. Roupa da qual gosto. Por isso mais uma. Decidi que vou levar esta até ao fim. Decidi que não vou voltar a comer como comia. Que vou voltar a fazer as fases de transições todas. Tudo by the book. Esta dieta é cara e isso irrita-me. Mas mesmo assim o business case é positivo. Mais vantajoso que mudar de guarda roupa.

Agora também fazer exercício. Preciso ficar mais em forma. A idade já não perdoa. Chegamos a uma fase da vida em que percebemos que temos certas partes do corpo. Em que literalmente as sentimos. Subimos as escadas e sentimos os joelhos. Sempre estiveram lá mas agora sentimo-los.

Não, não estou assim tão gorda. Nada disso. Mas preciso ficar mais tonificada. Fazer mais exercício. Dizem que está na moda até.

Coragem.

Já se disse tudo sobre Dylan e o prémio Nobel. Eu continuo surpreendida.

Conheço a obra. Posso voltar a ela e ficar a conhecer melhor. Mas literatura inclui livros. Páginas em papel. Histórias que nos fazem entrar nelas, personagens densas como pessoas, vontade de nos transportar, que não nos deixam indeferentes. 

Querem dar um prémio a uma americano? Porque não a Roth, o melhor autor americano vivo?

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Tive muita dificuldade em conseguir acabar o livro. No final comecei a arrastar. Não queria que acabasse. Não queria mesmo. Ainda o verão ia começar (acabei em Junho) e já sabia que tinha lido o livro do ano.

Pena que esta senhora escreva tão pouco. É apenas o terceiro. E tal como os outros é incrivelmente bom.

Actual. Com muita matéria humana. A ler definitivamente.

Já comprei a versão inglesa. Quero ler novamente, mas desta vez na versão inglesa.

Leiam por favor, sim?

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Uma marca de roupa, é:

1. Quando se muda de cidade tentar saber onde é que se vende. 

2. Como a marca não é muito mainstream, descobrir na net o distribuidor em Portugal, ligar para lá e ficar a saber onde se vende.

3. Durante anos a fio ir à única loja em Lx que vende e fazer compras lá (sobretudo nos saldos).

4. Sempre que se vai para fora do país tentar saber onde se vende e se possível comprar.

5. Quando a única loja que vende em Lx deixa de vender, voltar a ligar para o distribuidor e descobrir que já não se vende em Portugal (em lado nenhum).

6. Tentar comprar na loja oficial online e descobrir que não vende para Portugal (não fazem entregas). Ficar também a saber que não vende para Inglaterra (porque se explorou a possibilidade de fazerem entregas no escritório de Londres). Perceber também que não é vendida em nenhum outro site multimarca.

7. Arranjar uma morada de uma amiga em França (sim, a marca é francesa e fazem entregas em França) e perceber que não me consigo registar no site para comprar, porque através do endereço IP do meu PC descobrem que não estou em França.

8. Entrar em contacto direto com a marca e pedir-lhes para abrirem uma excepção para o meu endreço IP.

Já me disseram que sim. Enviei há poucos minutos o meu IP. Espero amanhã à noite ter acesso ao site e fazer as primeiras compras. Será?

E não. Eu não sou maluca, escrava da moda, fashion addict ou que quer que me queiram chamar. Nada disso. Mas gosto mesmo muito daquela marca. Daqueles lojas com as quais nos identificamos, nas quais o problema é fazer uma pequena selecção de peças para trazer para casa e (às vezes) perceber que se estivesse uns quilinhos mais magra tudo seria mais fácil.

É esta. Digam lá que não é do melhor? Não é barata. Mas tem qualidade. Tenho coisas com vários anos que continuo a usar. Nunca ficam foram de moda. Nunca estão na moda.

Ah, e a loja em Lx que costumava ter é esta. Espreitem que também vale a pena.

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Um dos meus presentes para os G's nos seus 11 anos. É claro que vibraram mais com as biclas, mas gostava de fazer estes livros com eles. Dar-lhes algum gosto pela leitura e pela escrita. Aumentar o vocabulário (pelo menos de um) deles.

Gosto que eles gostem de desporto. É uma daquelas coisas que fica para a vida e que eu nunca tive, nem ninguém estimulou (outros tempos).

Mas às vezes gostava que fossem também um pouco mais nerds (ser rato de biblioteca não é assim tão mau, certo?).

Há vida para além do futebol. E os livros têm muita.

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Na capa diz: "O grande romancista americano - Time". É verdade.

Já há muito tempo que uma história/autor me prendia assim.

Boa visão do feminimo, personagens femininas reais, cheias de virtudes e falhas. Escrita a várias vozes o que torna tudo mais interessante.

História muito atual (estranho ler ficção com personagens, eventos, acontecimentos reais, do nosso tempo, da nossa época).

Crueza q.b., mas acima de tudo uma excelente ideia, conceito do nosso tempo.

Tão bom que o sr que se segue é Purity, do mesmo autor. Leitura em curso (e igualmente bom!, o que é sempre uma boa surpresa).

Diz o Gu:

-Mãe, sabes... o rabbit... é assim que se diz, não é? Rabbit??

- Sim Gu. É mesmo assim. Muito bem! Rabbit é coelho em inglês, responde a mãe.

- Não, o jogo da semana passada... o rabbit...

- Ah! O derby!!! exclama a mãe

- Isso... sabes... blablabla...

 

e são estas as coisas em que eles pensam...

É hoje. 41 já cá cantam.

Dia de não fazer nenhum. Tentar não ver e-mails. Manhã vai começar com massagem. Mais tarde provavelmente praia, comida boa, sangria, vinho, marido, filhos e família. Um dia em bom. Como deviam ser muitos outros.

Dia de pensar no que foi o último ano. De pensar como vai ser o próximo. Gosto de listas. De coisas para fazer. De planear. As férias ainda aí vêm. O ano lectivo ainda vai começar. Ainda posso ir ajustando a lista. Lista que não me serve de nada. Porque nunca a levo até ao fim. Por que os anos se vão tornando semelhantes. Será da idade? Ou é porque, no fim do dia, a vidinha que vou tendo é bem boa e aos olhos de outros seria impensável queixar-me? 

Ok. Primeiro ponto da lista: ser menos rezingona e agradecer mais vezes quem e o que tenho. Agradecer à vida. Agradecer aos outros. Agradecer a mim.