Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

é mesmo a melhor praia do mundo, não é?

inóspita, mar de espuma branca, cheiro intenso, sensação de pequenez nossa... e muita, muita sorte nossa por podermos dar isto aos miudos...

às vezes até tenho medo... nem percebo bem o que fiz eu para merecer isto tudo...
hummm...

com que idade é suposto as crias começarem a limpar o rabo condignamente?
quero férias... & apetece-me chocolate...
hoje não há programa para celebrar o aniversário de casamento...
não vai haver super bock super rock este fds...
é bom rever amigos antigos e descobrir que não são os antigos, que ainda são os de hoje e os de sempre...
preciso de fazer planos e garantir que pelo menos 1 dos planos se concretiza...

hummmm...
Sabem a nacionalidade dos Vossos filhos??...

Ah pois é... É que nós acabámos de descobrir que os nossos afinal não são portugueses...

Isto apenas quando tentámos tirar o cartão do cidadão dos petizes e descobrimos que algures na base de dados central dos registos da nacionalidade (seja lá o que isto for...) eles estão registados mas não como portugueses...

Mas dps de 1 dia passado em conservatórias ficou tudo resolvido e esclarecido... 1 dia inesquecível... Inesquecível de mau entenda-se... mas sobre isso falarei noutro post, que agora o que interessa é que os rapazes já são portugueses!!! e já podem ter cartão do cidadão!!!

O Gu esta semana abriu a dele.
Ligaram da escola a meio da tarde. Tinha caído, feito 1 golpe na testa, grande e fundo e acharam melhor ir para o hospital.

Pedi para o levarem enquanto eu e o pai nos punhamos a caminho para ir lá ter.

Saí do trabalho. Fila para sair do parque de estacionamento. Acidente com dois autocarros. Esperar. Desesperar. Optar por sair em contra-mão. A5. Fila em Monsanto (às 4 da tarde).
220 na autoestrada (cada vez gosto mais de ti carrinho!...).

Chego ao hospital de Cascais. O pai já lá está. O Gu está mais calmo. Vê-me e chora só 1 bocadinho. Tem 1 penso na testa e não consigo ver o buraco que esconde. Já lhe mudaram a t-shirt e há poucos vestígios de sangue nas calças.

Chamam-nos e vamos para a sala das pequenas cirurgias. Embrulham-no num lençol para não se conseguir mexer (e não ter frio de acordo com a lógica dele). O pai sai da sala, só pode ficar 1 de nós e eu fico para lhe agarrar nas pernas. Vejo o buraco. Vê-se claramente o osso. A enfermeira agarra-lhe a cabeça. O médico cose. E ele grita. Grita muito. Fica muito irritado e pede para não o agarrarem. O médico termina. 4 pontos. E ele levanta-se.

Saímos da sala e pede-me os sugos que eu tinha prometido antes de entrarmos.

E aí fico a saber que ele está bem. Que já não lhe doi. Que a anestesia correu bem. E preocupo-me pela cicatriz enorme com que vai ficar. Mesmo no meio da testa. E preocupo-me com o outro. Que está sózinho na escola. E tem medo que não o vamos buscar.

Diz-me a minha flor que esta é só a 1ª cicratiz. E que virão outras coisas. Os ossos partidos e outras coisas.

mas eu cá não sei se terei coragem para tanto...
Cheguei à escolinha... e tinha tudo corrido bem. Eles estavam bem dispostos, cheios de vontade de vir para casa, comer 1 gelado, etc...
A professora tb disse que tinha corrido tudo bem... só 1 pequeno incidente... 1 deles estava com o panamá posto (que tem elástico para prender à cabeça) e o outro puxou-lho com tanta força que ele ficou com 1 golpe no pescoço... 1 golpe assustador. 1 vinco assustador. Entrou mesmo na carne e fez sangue. Como é que eles conseguem às vezes ser tão violentos, tão perigosos um para o outro?...
E ele não chorou. Não chamou ninguém para o ajudar. E isso preocupa-me. Preocupa-me muito. Como é que pode ter sido magoado assim e não se ter queixado? Como é que aquele ser de 4 anos acha que pode ser assim tão independente? Como é que ele sente assim tanto que tem que ser ele a tomar conta dele próprio sózinho? Como fazê-lo sentir que pode pedir ajuda, que deve pedir ajuda, que tem muitas pessoas a quem pedir ajuda e que o querem ajudar...

E como é que eles podem ser assim tão diferentes? O outro queixa-se por tudo e por nada. Parece que o mundo vai acabar à minima coisa. Não percebo... e preocupo-me.

Amanhã vou arrancar os elásticos aos chapeus. Vai ser a primeira coisa...
pois é... estou novamente de férias. Novamente porque as férias à séria terminaram no fim de Agosto e agora tirei esta semana para acompanhar os miúdos na 1ª semana de aulas...

E agora está a chover. A chover muito e a trovejar. No 1º dia de aulas deles. 1 dos principais argumentos de venda do colégio novo que eu e o pai utilizámos (os parques da escola) não vai funcionar. Vão passar o dia enfiados entre paredes.

Não é fácil deixá-los lá... e hoje nem houve cenas nem nada. Amanhã tlvz... Já sabem melhor ao que vão, outros que comecem tb a chorar e temos a birra instalada.

A verdade é que não é mesmo fácil deixá-los lá. Aquele ar desamparado, de falta de conforto, não conhecem ninguém...

ai, ai...

Vou buscá-los logo a seguir ao lanche! Será que estão com saudades minhas???


Ontem chegva eu das compras e tentava estacionar o carro enquanto os G's andavam a saricotar à volta do carro e me dificulatavam o estacionamento... demorei uns bons 10 min a tentar estacionar... Saí furiosa do carro!

Expliquei-lhes imediatamente que não podem andar à volta do carro. Que é perigoso. E o resto do discurso todo sobre os carros e os perigos e a estrada e tudo o mais. Entrei em casa e comecei a reclamar com o pai deles que não me ajudou afastando-os do carro. Estava mesmo zangada.

Entra o Gui e diz: "Estás zangada e um dia vais trocar de menino...".

...

É bom saber que ele consegue verbalizar o que sente. É bom conseguir saber o que vai naquelas cabecinhas. É bom conseguir endereçar os medos e receios deles. Havemos de tirar aqueles fantasmas da cabeça deles, não?

Porque me dói pensar que têm medo. Porque não quero que duvidem. Porque não faz sentido que duvidem. NUNCA.