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Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

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Hoje foi dia de cinema cá em casa. Videoclube do Meo. E um filme que tinha vontade de ver já há algum tempo.

E foi bom. Foi muito bom.

A adolescência. O primeiro amor. A vontade de mudar, de fazer algo por nós. E a música. Acima de tudo a música. E a força que tem na nossa vida, sobretudo nessa fase. E a qualidade da banda sonora. Não que seja genial porque há claramente melhor, mas com todas as referências certas.

Lembro-me na universidade de ter tempo para ouvir música. Mesmo tempo. Chegava das aulas e podia sentar-me ou deitar-me simplesmente a ouvir música. Fazia parte das actividades normais. Da mesma forma que lia, comia, ia para aqui ou para ali, estudava, saía à noite, eu ouvia música.

Hoje ouvir música já não é uma actividade. A música tornou-se um acompanhamento. Uma banda sonora. No carro. Na corrida. No trabalho. Muitas vezes a cozinhar. A preparar aulas. No quarto com a leitura. Mas perdeu-se o hábito de simplesmente ouvir música.

Foi a vida e também, provavelmente, a desmaterialização da música. Perdeu-se aquela coisa de comprar 1 cd e ir para casa ouvi-lo. Agora a música arranja-se, sicroniza-se. Ainda não estou totalmente habituada a esta desmaterialização. Por um lado a minha organização digital ainda é baixa (que o digam os milhares de fotos que tenho para organizar) e por outro as coisas novas também têm menos valor. Literalmente. Custam menos. Os cds eram caros e eu não podia comprar tudo o que me apetecia. Só aquilo que eu já sabia que era ou ia ser muito bom. Havia que prioritizar.

Agora também é mais díficil ouvir coisas novas. Os amigos já não ouvem todos a mesma música, logo há menos coisas a circular. Os amigos vão surgindo ao longo da vida por muitas razões, não apenas porque andamos todos com uma t-shirt a dizer "Death to the Pixies". 

Mas continuamos a ouvir as coisas de sempre. De sempre muito boas. Na lista sempre Pixies, The Sound, Radiohead, Portishead, PJ Harvey, Arcade Fire, The National (talvez a melhor descoberta dos últimos anos), etc...

 

Estive lá.

E foi muito bom.

Nunca tinha assistido a um concerto deles e foi genial.

Gostei também bastante mais deste formato SBSR. Muito civilizado. Organizado. Limpo. Pavilhão atlântico muito bom. Espaço muito agradável.

Muito mais a minha (nossa) onda. Já não vamos para novos e isso nota-se na nossa tolerância, paciência. Muitos casais, tal como nós. Faixa etária mais alta. Fiquei com a ideia que uma boa parte tinha há 20 anos a mesma t-shirt preta, que usa apenas para ir a festivais e concertos. Identifiquei-me. Não tenho nada contra mas não entendo aquelas miudas que vão todas arranjadas para os festivais de verão. Mas elas não têm frio de micro calções e alcinhas? Não t~em medo que lhes pisem os pés nus nas sandálias no meio de uma maior vontade de dançar? Não estou a dizer para irem desanrrajadas. Nada disso. Mas não é bom andar confortável?

Devo estar a ficar velha. Raios.