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Casa da Ju

Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

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Um blog sobre DIY, Costura, Livros, Filmes e mim…

 

Os aviões recentemente têm feito mais parte da minha vida. Por razões profissionais.

Gosto de Clint Eastwood, o realizador. Cartas de Iwo Jima, Mystic River, Changeling, Gran Torino, Invictus, Trouble with the curve, etc.... Envelheceu bem. Envelheceu muito bem. Como actor registo o admirável As Pontes de Madison County. A fase Dirty Harry diz-me muito pouco (e o que diz não é bom).

O Tom Hanks é o Tom Hanks. Não estaria na lista dos meus preferidos. Não me passaria pela cabeça dizer que é um mau actor. Muito pelo contrário.

Por isso alguma curiosidade.

Que ficou satisfeita. Filme escorreito, boa gestão do tempo, boa fotografia (sentimos algum do frio do Hudson), focus na personagem, na pessoa, na sua complexidade, longe do sensacionalismo do drama dos segundos em que o avião amara na água.

Gostei. Mas só isso.  

 

6f foi dia de ver filme. Tenho andado afastada dos filmes. O tempo não dá para tudo e os filmes têm ficado mais para trás. Os filmes e a música. Longe vão os tempos em que me sentava simplesmente para ouvir música.

The imiation game. Bom. A ver. Não me parece filme para oscar. Mas ainda não fui ver os outros. Tenho expectativa com o Still Alice, gosto muito da Julianne Moore, com o American Snipper, não pelo Bradley Cooper, se bem que ele mereça, mas pelo Clint Eastwood.

Rapaz grande da casa, enquanto as 3 crias dormem, 2 nas respectivas camas e outro a tentar aquecer-me os pés, faz zapping. Parece que vai dar o Sacanas sem lei. Uma boa maneira de acabar o fds, não?

Na semana passada fui ver o último filme do Tarantino... e mais 1 vez só posso pensar em como aquele homem é genial...

Conseguiu criar mais 1 personagem mítica, memorável... o sádico das SS mais fabuloso de sempre (e parabéns ao ilustre actor austríaco que lhe dá vida). 1 personagem ao nível do mercenário das citações biblícas a que o Samuel L. jackson deu vida no Pulp Fiction.

Como é que ele consegue resolver a 2ª guerra mundial dentro de 1 cinema?...

Claro que o filme é bem regado a sangue (e tenho cada vez menos capacidade para ver essas cenas) mas vale muito, muito a pena...

Brilhante! Não percam!!...


Brutal... Como é que ele aos 78 anos continua a conseguir dizer "get off my lawn!" de forma tão ameaçadora como "make my day!"?

O filme é de uma crueza e contenção incrível!
Só muitos anos e um talento fabuloso o deixam fazer filmes assim. Provavelmente o único realizador e actor a saber de facto envelhecer, a desempenhar papeis para a sua idade, com os desafios inerentes a ela...

Não percam!

Tenho pena. Tenho muita pena... ele um dia destes morre... e como é que eu já cheguei aquela fase da vida em que morrem os nossos ícones?...

Pois é... toda a gente fala no filme e o que posso dizer é que adorei...
Gosto do Danny Boyle desde o Transpotting e gosto que o realizador do Transpotting tenha ganho 1 Oscar em Hollywood.

Gostei da fotografia do filme, adorei a banda sonora e a forma como o realizador bebeu de Bolywood a utilização da música nos filmes, gostei dos actores: o olhar sincero de Dev Patel, a mt bonita Freida, a belíssima interpretação do irmão do Jamal na fase mais nova, gostei do argumento e do ritmo que o D. Boyle imprimiu ao filme e claro adorei a simplicidade da história e a história de amor subjacente.

Gostei tanto que até já vi o filme mais do que 1 vez... e isso a sério, mt a sério só me tinha acontecido com o Drácula do Coppola (que vi 4 vezes no cinema), mas na altura tinha 18 anos, estava tremendamente apaixonada e a ideia de 1 amor que atravessava séculos era demasiado tentadora para não me deixar arrebatar (além de que o filme era mt bom!).

Mas gostei do Slumdog sobretudo porque retrata exactamente a imagem que tenho da Índia... e como ando mortinha por voltar a viajar fiquei cheia de saudades...
A miséria, a pobreza imensa, a fome, os meninos de barriga inchada (que nunca tinha visto antes, nem em África), a intensidade dos cheiros, as ruas apinhadas, a forma como abanam a cabeça para dizer que sim, as ruas vibrantes e sobretudo o optimismo que se sentia nas pessoas...

Sentia-se nas pessoas o GDP a crescer 7%/ano (qd nós crescíamos 1% a 2%). "O meu filho está a estudar computadores. Vai ganhar 500USD/mês...". A construcção galopante e descoordenada. Os anos de colonização inglesa, a globalização e o payback time que anunciam. O " pacifismo hindu" e a polícia a guardar as mesquitas. A convivência pacífica com os muçulmanos e o rosto dos deuses hindus mutilados pelos muçulmanos. Uma sociedade pacífica e " espiritual" e o sistema de castas e a segregação social. A magreza das pessoas em Mumbai, nos slums, e os indianos gordos no resort em Goa... A Índia que dão aos turistas para ver e as embalagens minusculas de pastas de dentes (qt + pequeno, menos custa, + pessoas compram...). Os anúncios no jornal: "por favor não mate a sua filha...".

Um país fabuloso de muitos contrastes mas acima muito vibrante, a crescer muito, muito colorido, com pessoas cuja maior ambição na vida é ter 1 relógio...

E gostei do filme por isso... por me lembrar tudo isso e por retratar tudo isso muito bem... não por de facto ser 1 filme assim tão brilhante... muito bom mas não brilhante...

Dos outros para os Oscares, ainda só vi o Estranho Caso de Benjamin Button... e não fosse ele demasiado longo e com uns pastiches lá pelo meio pouco dignos do David Fincher e teria preferido muito mais...

E o Revolutionary Road? Esse sim! A não perderem!